Diocese de São José dos Pinhais

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Paulo Apóstolo e os/as agentes de Pastoral

O discipulado-missionariedade nasce duma paixão e encanto por Jesus e seu projeto. “Para mim, viver é Cristo“ (Fl 1,21). Paulo foi profundamente unido a Cristo e ao povo das comunidades com o qual Cristo se identificou (“Saulo, porque me persegue?”, cf. At 9,4). Depois desse chamado é que começa o processo de conversão. Abandonou a espiritualidade farisaica, da conduta correta que compra o céu. “Por causa de Cristo, tudo o que eu considerava lucro agora considero perda. E mais ainda: considero tudo como perda, diante do bem superior que é o conhecimento do meu Senhor Jesus Cristo. Por causa dele perdi tudo, e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo, e de estar com ele.E isso, não mais mediante a minha justiça, vinda da Lei, mas com a justiça que vem através da fé em Cristo, aquela justiça que vem de Deus e se apóia na fé” (Fl 3,7-9). Como fariseu, tinha o privilégio de já se sentir premiado por Deus, pois já “conhecia” a vontade de Deus. Abandonando esse ideal e abraçando como norma de vida a prática de Jesus, Paulo sente-se “a caminho” (3,10-14). Por ser fariseu, ocupava um status especial dentro do judaísmo. Mas, como Jesus, se esvaziou (2,7). Pede o mesmo dos cristãos: que tenham os mesmos sentimentos (ou seja, as opções de vida) que havia em Cristo (2,5). E se alegra quando a comunidade se solidariza com quem necessita (4,1.18).   
Outro fato que mostra como Paulo não se arroga títulos ou posições de privilégios que o afastem do povo é que, quando afirma não ser menos apóstolo que os demais, para ele a palavra mais adequada que explica o que é ser apóstolo é “servo”. A família de Paulo deve ter pertencido a uma espécie de classe média. O pai de Paulo não era pobre; era da elite da cidade, pois chegou a apropriar-se do direito de “Cidadão de Roma” a ponto de poder passá-lo para os filhos! Mas Paulo não teme baixar de condição social por causa da missão que lhe foi confiada. E afirma ser um trabalhador, num contexto em que somente escravos faziam trabalhos manuais. Assim, além de não misturar dinheiro com a missão, pode se aproximar dos últimos, que eram a maioria em Corinto: “Entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade” (1 Cor 1,26). Preocupou-se com os pobres das comunidades, promovendo coleta para os de Jerusalém. No encontro que teve em Jerusalém com Pedro, Tiago e João, Paulo prometeu cuidar dos pobres (Gl 2,10). “Fiz-me como fraco com os fracos” (1 Cor 9, 22). Não aceitava que os dirigentes (cabeça, olhos) desprezassem os trabalhadores (mãos, pés) como agentes na comunidade (12,21). Como Jesus, era rígido com os autoritários e animador dos mais fracos (1,27s; cf. Lc 6,20). Hoje, nas CEBs as coordenações e conselhos pastorais não são dominados por quem tem mais posição social, mas há abertura para todos.
Havia uma grande ligação afetiva entre Paulo e suas comunidades. Quando teve doença nos olhos, testemunhou: “Se tivesse sido possível, vocês arrancariam os olhos para me dar” (Gl 4,15). Em relação aos tessalonicenses, ele se descreve como mãe disposta a dar a vida (1 Ts 2,7s), como pai (vv. 11s) e filho (v.17).  
Paulo foi ministro de reconciliação, promovendo a superação das divisões (1Cor 3, 1-9). Temos que superar as afirmações de que tal movimento ou pastoral é maior ou mais importante que os outros. E, mais uma vez, fortalecer o que está fraco. Dificilmente se deixa comunidade e paróquia sem coordenação de liturgia e de catequese, mas os três grandes ministérios incluem a caridade, e que é prioridade diocesana.
(Veja aqui artigos sobre São Paulo: http://paulinos.org.br e
http://www.oarcanjo.net/site/index.php/reflexao/frei-carlos-mesters-entrevista-o-apostolo-paulo/)

Pe. Jaime Schmitz

 
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